Rosana

19/10/16


Durante a minha infância, conhecia duas meninas chamadas Rosana, o que fez com que, durante muitos anos, este fosse um nome tão normal para mim como Liliana, Mariana ou Susana, só para citar o nome de algumas colegas que também frequentavam a mesma escola e cuja terminação era igual. No entanto, se ao longo do tempo fui conhecendo mais e mais Marianas, Cristianas e Lucianas, o mesmo não se passou com Rosana. Nunca mais me voltei a cruzar com uma e não tenho ideia de ouvir este nome nos últimos anos!
Como é fácil de perceber, Rosana resulta da junção dos nomes Rosa e Ana, dois dos nomes mais usados de sempre em Portugal mas que hoje têm níveis de popularidade díspares: enquanto que Ana continua a ser uma das escolhas mais frequentes para meninas, Rosa foi alvo de 31 registos em 2015, o que o continua a deixar fora do top 100. Visto por este prisma, até parece que não fica a grande distância dos cinco registos de Rosana, não é?
Na minha opinião, Rosana é um nome bastante agradável e acho que ficaria lindamente numa menina nascida hoje. Aliás, até o acho mais bonito do que alguns dos nomes terminados em -ana presentes no top de 2015 mas a verdade é que, nas últimas duas décadas, nos temos mantido fiéis aos mesmos antropónimos. Entre 1990 e 2015, estes foram os únicos nomes terminados em -ana presentes no top 100:




É um grupinho pequeno e alguns deles já estão um pouquinho saturados, pelo que seria óptimo se nos atrevêssemos a explorar outras opções. E se Rosa continua sem arrebatar corações, Rosana poderia beneficiar da terminação mais contemporânea!

Maria & Ana - até quando?

15/05/15

 

Maria e Ana são os nomes mais comuns entre as portuguesas e, apesar de Ana estar a atravessar um período de menor popularidade desde 2008 [ficou em 7.º lugar em 2014], a verdade é que, de acordo com os dados oficiais do IRN, os dois têm dominado as listas de nomes femininos mais registados em Portugal nas últimas décadas:

Nomes antigos compostos com Ana

29/08/12


Depois de termos visto os nomes modernos compostos com Ana, fui espreitar uma vez mais o site do AATT, em busca de nomes usados antigamente. Como seria de esperar, estão lá os antiquíssimos Augusta, Custódia, Felícia, Francisca e Gertrudes, e os então super-populares Ana Maria e Ana Joaquina. Achei muito interessar encontrar  Ana José com alguma frequência, e creio que nunca me tinha ocorrido semelhante combinação! 

  • Ana Adelaide
  • Ana Afonso
  • Ana Agostinha
  • Ana Águeda
  • Ana Albana
  • Ana Albertina
  • Ana Albina
  • Ana Alexandrina

Filhos dos famosos brasileiros - Ana Flor

01/11/11

O controverso ator Dado Dolabella foi novamente pai, desta vez de uma menina a que chamou Ana Flor. Dado (Carlos Eduardo) já era pai de Eduardo e João Valentim. De acordo com a notícia, o nome Ana foi escolhido como homenagem a uma familiar recentemente falecida, e Flor porque "é lindo de se ouvir". 

Uma vez mais, obrigada pela dica, Vi! 

Ana Filipa

14/03/11


Hoje debruço-me sobre o meu próprio nome, que adoro! 

A combinação Ana Filipa foi registada 32 vezes em 2013. Coisa pouca, se tivermos em conta que Ana foi o 7.º nome mais usado em meninas em 2013 e que Filipa foi o 43.º;  menos ainda se pensarmos que Filipa foi o 3.º segundo nome mais usado, estando presente em 1238 combinações! Possivelmente, o cenário seria outro na década de 80, quando eu nasci... 

  • O começo
Sempre tive uma relação ambígua com o meu nome completo que, registe-se, tem 5 palavras e 28 letras. Durante a minha infância, nunca me chamavam pelo primeiro nome, tanto que alguns dos meus primos  desconheciam a sua existência. Eu era sempre chamada pelo meu segundo nome - ou melhor, pelo  diminutivo ou  hipocorístico. E a vida corria-me bem. Até que fiz cinco anos.

  • A percepção errada do meu próprio nome
Creio que já o contei aqui: quando entrei para a escola primária, achava que o meu nome era uma invenção dos meus pais, porque na minha turma havia alguns meninos com a versão masculina do nome, mas nenhuma menina. Invenção ou cópia de invenção, porque havia uma senhora na TV que também tinha o mesmo nome. Fosse como fosse, não me agradava particularmente. 
O começo da escola primária também correspondeu ao momento em que comecei a ser associada ao meu último nome - e se eu não gostava do meu nome próprio, não haveria quem me fizesse gostar do meu apelido  e foi nessa altura que desenvolvi uma espécie de rejeição às minhas 28 letrinhas. 
Eu só queria ser Joana, Tânia, Liliana ou Mariana, um desses nomes que eu sabia que eram de menina - havia tantas à minha volta! E queria um apelido simples, curto, que eu não fosse obrigada a soletrar três vezes por dia, porque ninguém o sabia escrever. Claro que não partilhava com ninguém estas inquietações - já então eu sabia que gostar de nomes/fixar nomes/analisar nomes não era uma coisa muito valorizada.

  • Eu e as outras
Quando passei para o quinto ano, mudei de escola e foi nessa altura que tudo se alterou. Em cada turma havia pelo menos uma menina com o nome igual ao meu. Não igual, igual, o primeiro nome costumava ser diferente, mas afinal eu não andava sozinha pelo mundo. Nem eu, nem a tal senhora da TV, nem uma rainha que entretanto eu descobrira e que já era a minha rainha preferida de todos os tempos. 
Este sentimento de pertença deve ter durado uns belos dois dias. Porque logo de seguida, desenvolvi um feroz sentimento de posse. Se antes eu era a única com aquele nome, depois eu era apenas uma entre muitas. E isso implicava ser chamada por nome+apelido. Aterrorizante.

  • A valorização do primeiro nome
Já no secundário, foi a vez do meu primeiro nome ganhar destaque. Não só um, mas dois professores preferiam chamar-me pelas três letrinhas apenas. E pela primeira vez na vida, até fazia sentido, mesmo quando tinham de chamar três ou quatro vezes até que eu percebesse que estavam a falar comigo. 
Tal como fez sentido que, anos mais tarde, durante o meu estágio profissional, todos me chamassem Ana.

  • A versão pindérica do diminutivo do meu nome, que acabou por pegar
Na universidade, o meu segundo nome foi transformado pelas minhas amigas num hipocorístico copiado das revistas cor-de-rosa, que pouco me agradava mas que servia para me diferenciar de outra grande amiga com o mesmo nome. E uma distracção deu origem a uma nova versão do meu apelido e desde então, respondo orgulhosamente às minhas amigas com um nome totalmente diferente do meu nome verdadeiro.


Hoje em dia, adoro o meu nome. O significado faz-me sorrir (a que gosta de cavalos), a percepção que dele existe nos outros países deixa-me um pouco desanimada, mas eu não o trocaria por nada. E é muito raro recomendá-lo, porque gosto dele só para mim. 
O meu nome é Ana Filipa. 

Duelo de nomes
- Ana vs Maria -

26/01/11


Não é a primeira vez que escrevo sobre Ana e Maria, provavelmente os dois nomes mais usados em Portugal desde sempre. Também já o disse aqui: o nome Maria evoluiu muito, deixou de ser "apenas" usado indiscriminadamente com todos os nomes, para ganhar lugar de destaque, também, como único nome. Ana ainda não regressou a essa fase, mas acredito que é o que vai acontecer, eventualmente. Um é dissílabo, o outro trissílabo. Ana é mais associado aos anos 80, enquanto Maria é visto como um nome chique (há 20 anos, quando nasciam as Anas, Maria é que era parolo).
O duelo de hoje é difícil; ambos são nomes muito antigos, ambos eram usados frequentemente nas casas reais; são nomes muito populares em Portugal e no resto do mundo. O que se escreve para um, praticamente podia ser copiado para o outro. No final, quem sai a vencer? Não se esqueça de votar!


Ranking 2010 - a análise

24/01/11


O ranking de ontem foi uma verdadeira surpresa. Embora tenha sido divulgado praticamente no início do ano, foi engraçado ter coincidido com o registo da Leyonce, que tanta indignação levantou nas caixas de comentários dos jornais.

Hoje, com mais tempo e de forma mais lúcida, vou tecer algumas considerações sobre o ranking dos nomes femininos:

Nomes compostos mais usados em 2010 no Brasil

12/01/11

Ainda de acordo com o Baby Center Brasil - um espaço que eu recomendo vivamente - estes foram os dez nomes compostos mais usados em 2010, do outro lado do Atlântico:

Um bocadinho de humor nunca faz mal...

02/09/10

Diz-nos a pessoa com mais classe da blogosfera portuguesa que Ana Mariana não é um bom nome. Nós concordamos na íntegra.

Os nomes bengala

09/06/09


Será que a Fernanda Serrano vai escolher o nome Maria Vitória?

Como seria de esperar, não me agrada muito a ideia de escolher como único nome para um bebé Ana ou Maria. Chamo a esses nomes bengalas, servem de suporte a outros nomes, e sozinhos afligem-me um bocadinho. Ana Maria, então, nem pensar... Conheço muitas só Marias, que à força disso, são Maria Pereira, Maria Costa e Maria Fernandes. E, para mim, não há nada pior que ser tratada no dia-a-dia pelo apelido. Curiosamente, tenho ideia de que as Marias chamam Ana às filhas, e as Anas chamam Marias.
Outros nomes que são muito utilizados como "bengalas":

  • Sofia
  • Cristina
  • Patrícia

Act: Afinal, a filha da Fernanda Serrano chama-se Maria Luísa. Óptima escolha, Luísa é um nome muito muito muito bonito, mas gosto mais de Ana Luísa.